Projeto ressalta caráter pedagógico da reciclagem

 

Reciclar papel é um processo simples, mas seu impacto é imensurável. Uma folha descartada pode virar um cartão, um marcador de páginas ou até mesmo outra folha de papel, reduzindo o corte de árvores e a poluição do solo. O resultado, no entanto, vai muito mais além. E é pensando no caráter pedagógico da reciclagem que o Câmpus Criciúma está desenvolvendo um projeto de extensão que vai levar a ideia a estudantes da escola pública. Uma ideia que, definitivamente, saiu do papel.

“Reciclagem de papel como uma proposta para a Educação Ambiental, Conscientização Popular e Inclusão Social” é o título do projeto iniciado em novembro de 2016 e que, no mês de abril, passará a realizar oficinas com aproximadamente 110 alunos e professores da Escola Municipal Jorge Carneiro da Cunha.   

Coordenado pela professora Marleide Coan Cardoso, o projeto de extensão se insere em duas prioridades do IFSC. De um lado, é uma das ações integrantes do programa IFSC Sustentável, que há cinco anos estabeleceu o compromisso da instituição com a sistematização de iniciativas de redução de impactos ambientais. Por outro, visa a preparar o Câmpus Criciúma para o processo de curricularização da extensão nos cursos superiores.

“De acordo com o Plano Nacional de Educação, todos os cursos superiores deverão ter 10% de seus currículos compostos por atividades de extensão, para que o conhecimento científico também possa chegar às comunidades”, explica Marleide, que também é coordenadora do curso de Licenciatura em Química.

Atualmente, os bolsistas Alexandre Dalmolim e Giulia Loreto, estudantes respectivamente de Engenharia Mecatrônica e Licenciatura em Química, trabalham na produção de folhas de papel reciclável, depois de uma série de estudos e visitas a instituições que já realizam reciclagem. Em abril, serão realizadas as oficinas de multiplicação da ideia, com professores e estudantes do ensino fundamental.

“Vamos trabalhar com as crianças questões de conscientização ambiental, explicando o que é a produção de papel, o que significa jogá-lo no lixo, por que não se deve desperdiçá-lo e o quanto é difícil fazer a reciclagem”, resume Marleide.

Numa tarde de trabalho, os bolsistas conseguem produzir cerca de 20 folhas de papel reciclado. Uma caixa reúne mais de cem folhas já produzidas. Elas serão utilizadas nas aulas de artes e redação do câmpus, além de serem transformadas em cartões e marcadores de página, entre outros produtos. Além do reaproveitamento do que até então era lixo no IFSC, a reciclagem quer despertar a consciência ambiental dos servidores e alunos do Câmpus e replicar a atividade com educadores da rede municipal.
 

Para os bolsistas, significa também uma oportunidade de aliar o conhecimento de sala de aula com a prática. “É bom aplicar na prática aquilo que a gente aprende na graduação. Se todo mundo pudesse ter uma experiência como essa, teríamos professores melhores. Aplicar o que se aprende é fenomenal”, afirma Giulia, futura professora de Química. “É possível otimizar a reciclagem com automatização, tornando o processo mais preciso. É uma ideia que pretendo desenvolver”, conta Alexandre, na quinta fase do curso de Engenharia Mecatrônica.


As folhas recicladas pelos bolsistas já podem, por exemplo, serem usadas em impressoras. Um objetivo agora é pesquisar o uso de corantes naturais que possam ser fixados no papel. As ideias voam. E o projeto de reciclagem do Câmpus Criciúma vai ganhando corpo ao articular ensino, pesquisa e extensão.

Também fazem parte do projeto os docentes Gilberto Tonetto, Marcos Luis Grams, Lucileia Marcon e Leandro Almeida, e os técnicos-administrativos Gisele Cardoso e Marisilvia dos Santos.

Por Daniel Cassol | Jornalista IFSC


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